Tirania Perfeita: Incidente em Duque de Caxias
“Os Aparatos Bioquímicos das invenções imaginárias fazem o favor da ficção um caminho sem volta das decisões infinitas.”
– Fernando Arranal
Que …
Era o soldado do sudeste clandestino, o sublime lateral das diagonais fertuosas’, o onironauta que mais teve a percepção de encarar os palpites e rifles, a cada sonho que selou foi uma maldição que tomou. Pobre, pobre alma pura que se corroeu ao amontoado de merda e gozo, quanta masturbação já não praticou para ter as suas encenações de apoteose, os seus complexos de poder, e eu lhe digo; 128572858373833 vezes, a sentença imaculada só é abolida ao fim que as máscaras que mentiu se mascaram com os olhos infiltrados nas máscaras que mesclam e nos verbos que se perderam nas vírgulas. Para-la, vemos apenas a euforia, para cá, a plena ânsia, vivendo dos plexos’ aos palcos. Ao ser perfeito, que cobre a lua com sua peneira, que os seus chinelos não se grudam aos pingos da água vindo lenta , e os declínios se semeiam’ aos gritos se surge a potência generativa, o cadáver infinito da ultraxinspacer, a simulação neurovirtual das consciências coletivas do auge da perfeição auto produtiva, autônomo ser divino, divergente dos hologramas atingidos dos meteoros de placa mãe, o Rei cego louco…
Bizarro.
O Onironauta que anda morto — isso sendo obviamente por ele ser um cyber-zumbi vindo do ano 2888, criado pelo cientista Grant Moore, estreando na edição de Número #18 Amazing Fantasy do Luan Hor 3000, tendo como a criação de um herói imaginário que aplica a forma pragmática nas exposições dimensionais de um vilão salvador do conservadorismo. Grant Moore odiava de forma totalmente abrupta Luan Hor 3000, achando a sua fajuta forma demoníaca das calamidades antropólogas apenas blasfêmias da perfeição que na autonomia do destino rancoroso é totalmente triunfal de se fazer. Utilizando das interligações neuróticas ao plismo da radiação solar as suas idealizações viraram frutos da realidade inconsciente, e com as abstrações correndo por aí, se personificaram em noções …….., ….., ……, ….., ……, ….., ……….. ! Das memórias de elevação superior. — Machado de Assis contemporâneo canonizado na mente unicelular de um Onironauta zumbi, mentes pensantes aglomerados com os canibalizados que imitam as moléculas do espaço, Brás Cubas carregando o meu coração a matéria simbiótica do infinito, andando igual zumbi. A mente pensante é o princípio Patafísico de enxergar dimensões e regular elas ao tamanho profundo da envergadura do seu bolso,ver as titulares dos livros como punhos cerrados que vai se abrir após uma longa hemorragia, pensar que o monstro imensurável da realidade abissal pode ser melhor pensado que o ferro que existe no sangue. — — — — — — — — — — — — — — — — — — |
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Junina Festa,Junho de 13 < — –
O pouco dos prédios que tinham eram lares de ninguém, havia naquela mediocridade bebedores de vinhos baratos — com um gosto de suco em pó — aos montes de Duque de Caxias inspirava ao fracasso, rostos sorridentes que não faziam um futuro que poderia suspirar ao espaço. Evolução é a chave de suspirar de todas as almas, a fogueira cobre as fumaças que diziam para Que Bizarro manter a sua insanidade, a loucura essa que não conseguiria manter; As minhas estúpidas noções fazem crer que a plataforma celestial — que hoje se intitula Caxias — pode se tornar uma abstração especificada da rede estrimensional’ da matéria cósmica dos leões dourados da brasa negra deformada novamente — ao lado de Que Bizarro havia o seu fiel companheiro, o Brás Cubas personificado na encarnação primordial do Big Bang da penumbra, uma encenação fofinha da forma de um poligomifico
— Silêncio, Silêncio, Silêncio! Essas explosões são tão irritantes!
B O
O
O M !
— Não consegue apreciar os fogos de artifício, Brás Cubas?
— É um Absurdo! Porcos imundos, como não conseguem sacrificar todos os seus corpos para estender suas capacidades oníricas? Absurdo, absurdo!
— Deixe de ser tão irritante,Brás Cubas, apenas deixe as coisas se esvaziar
— Como pretende fazer essa obra de arte, Que Bizarro? Como, como, como?!
— As capacidades Pata-cognitivas do corpo do antigo What Bizzare tem belas propriedades, Brás, as potências oníricas desse antigo artista pode ampliar as capacidades da abstração cognitiva para um sentido real e material, mas Bizzare era fraco o suficiente para isso.
— Então o que fez? Fez, fez!
— Ampliei as capacidades com o Monge,sacrifiquei os aparatos do meu antigo corpo para próspera como uma fênix, renasci mais forte. É um tempo decepcionante. As coisas parecem precisar acelerar, não é mesmo, que engraçado.
— Boné, boné, boné!
Nas escrituras do insocientista’ existiu um dia a fala de um profeta que insinuou que a morte cria as novas formas para próspera a inclinação dos patos físicos, a vida autônoma era somente a plena tábua branca para ser pintada nas tinturas pretas da divina sarjeta do sonho.
“Make Duque de Caxias Big Again”
“Quanto imperialismo”.
. . .
Fogo
“As Fogueiras se estreitam bastante”
“Não consigo gostar da distorção das brasas, elas parecem queimar minha pele”
“Pare de ficar com essas frescuras, você ainda iria continuar linda”
Andam, andam, andam
Céus:
B O
O M
Chão:
Danças
“Sabe que eu não consigo aturar essas ambientações tão estúpidas, não é mesmo”
“Você não gosta de festas juninas, não é mesmo?”
“Acho que você minhas ideias são tão superficiais? Eu acho tudo isso patético”
Como?
“O Cinema, o esporte, a pintura,poesia…”
Que boné idiota…
“Marcel Duchamp, Xadrez, Monet, Mondrian, Fritz Lang, Umberto Eco, Charles Baudelaire, vê como se apresenta como melhor partido?”
Ridículo.
“Duquesa…”
1 …
“Suponho que esteja bastante errada”
2…
“E Portinari, Guima, Carlos Reichenbach, Ferreira Gullar, futebol e Oswald de Andrade…”
3…
“Não compreende a vastidão?”
B
O
O
M
. . .
A festa que as crianças brincam, os idosos que batiam as suas palmas, os moleques mal criados que lançavam estalinhos nos pés dos adultos, um imenso regozijo dos ventos que andavam nas pontas dos pés, a vida ciranda como os sorrisos que recheiam as estrelas. Que Bizarro, como a vida é uma caixinha de surpresa, o ser do ciberespaço descobrindo a vida é como uma criança inventando um mundo em um caderno achado do lixo, pessoas riem enquanto há outros que morrem, no sexo que há amor existe em outro lado o sexo da morte; Um Menino se masturba não entendendo as proporções de 7:3, ou sendo um pouco mais obsceno, 6:9, e enquanto a sua punheta vem em estilos rítmicos de sua própria auto devoção, na Festa junina em 13 de Junho do ano de 2026 um meteoro com capacidades moleculares de uma formiga em devoção da sua própria fisionomia implode ao chão, apenas ferimentos de um sublime terremotos que percorreu ao prelúdio da morte.
O Impacto danifica não o corpo físico, mas a imaginação; o sonho precede todo e qualquer princípio da carne. O meteoro com a bactéria e substância de uma formiga vermelha corroi o remédio invertido do coração daqueles que já se cobriram com espinhas embutidas de pus do plasma solar, aquela era Duquesa, e entre todos os afortunados que sobreviveram ao impacto, o azarado foi seu namoro, as espinhas se contorcem de modo irreal — talvez não existindo — ninguém conseguia ver, talvez ele nunca tinha estado vivo, ou, apenas era uma projeção da sua própria coincidência — nunca existiu — tudo estava normal quando fechava seus olhos para os meteoros de formigas que escalaram as redes da gravidade, mas alguém mantinha os olhos abertos, não conseguia fechar, seu plano Patafísico estava sobre as perpétuas consciências das estrelas ao local; Os Sorrisos; Abstração; A velhinha que vendia pamonhas; Abstração; O Casal que se conheceu na barraca do beijo; De novo a palavra do abstrato
A fogueira continua rangendo . . .
A Dança das Abstrações percorre entre o redor daquela fogueira, o transtorno imaginário fez da morte de mais de 357 inocentes, e as abstrações fazem a sua valsa, em risos das abstrações em esmagar um crânio de um bebê, monte de declínio, os humanos choram
HA HA
Uma mulher está toda excrementada
HA HA
A solidão noturna está em um cadáver do menino que foi personificado em seu corpo os morros que um dia ele nunca subiu
HA HA
O Peso do mundo na sarjeta das páginas, é como se fosse um passo de mágica encarar as páginas em quadros e a descontinuidade em vôo. Eu adoro ler essa história em quadrinhos, os lados são esguios e cruéis, e o lado acima e abaixo são oportunidades dignas de um cemitério, ao primeiro quadro é a morte de uma criança com o cérebro desmiolado, o outro uma mulher que pariu uma criança de forma precoce graças a Abstração, e o terceiro de um sonho de pós doutorado que nunca cumpriu, que belo sonho programa, a luz lunar prega, como é incrível o olhar da lua em ver que a sua naturalidade não muda as parcialidades do intitulado bem contra o mal.
AAAAAAAAAAAAAAAAAHHH!!!!!
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A
A
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A
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00:00, Centro de Duque de Caxias.
O Massacre da Devoção Purulenta.
Os humanos já se foram mais e mais desossados, alguns carbonizados ao pularem na fogueira, as espigas de milho já viraram pipoca, e a barriga do bebê está entupida de merda e mijo como um saco de lixo
00:01
Eu farei a sobrevivência algo possível, eu me arrasto com meu sangue entupindo minha visão avermelhada, não era apenas uma semiótica da ladeira abaixo que uma Abstração em meu pesadelo se personificou e quase me estuprou, é real, nessa meia noite apenas há drama. Eu vi um senhor que chorava por sua coluna partida ao meio, uma criança chorando implorando para parar de ser espancada, em um porta que surge aos arcanjos no céu se apresentou as escadarias para insinuar que eu cumpri os propósitos dados ao meu Deus, mas infelizmente o crucifixo foi impregnado ao meu rabo, continuo subindo nesses degraus que não existem, a minha fé criou o mundo que eu nunca quis,mas ela está acreditando que mereço essa realidade de ouro dos núcleos angelicais, a cor inimaginável que rasga o paraíso é bela, como se fosse o pleno gozo de Adão, e gozam em mim, e eu apenas vejo nessa porra a face do meu próprio desespero.
Bobinho.
— Quem é você?
A devoção que substitui os títulos
— Você não é Deus
Óbvio, porque nunca existiu
— Você não seria… o autor de tudo isso
Sim, as abstrações que matam e abusam foram minhas
— Por que tudo isso para esse mundo, meu senhor?
Seu sangue está se esvaziando, quase não consegue ver
— Quero me saber, me responda!
Sua mediocridade se estampa cobrindo o branco da metafísica
— Pare com todas as suas definições
Berros avulsos que não simbolizam nada, apenas o homem patético que se foi
— MERDA!
E assim morreu.
00:15, Desastre dos prédios
As estruturas quase abandonadas de Duque de Caxias cobrem as ruas, já se rasgou 4894 mortos, policiais vem e quando puxam o gatilho já se encontram mortos, tanques de guerra que foram abolidos. Pessoas com sua tremedeira se vêem escravas do seu próprio medo, algumas choram, clamam para dezenas religiões que não existem, orações abstratas, lágrimas que apenas escorrem em alguns salários mínimos que não vão mais vir, o capital é impune.
Ouro, o Ouro é ardiloso, e nessa sentença que os outros vêem o céu pegar fogo, a lua começa a sangrar vermelho, o céu se cobre em brasas, e moedas de condições que se semeiam’ como diamantes cai, a bela chuva da substância próxima de ângulos diagonais como um semi diamante. As extensões que corre o céu cobre a expansão territorial de Caxias, a contagem de morte foi feita para a multiplicação dos fatores oníricos de elevar o compasso a raiz paralelística dos dados de um pesadelo. A assimilação de Duque de Caxias com Belford Roxo se inicia para assim expandir o território do distrito de forma perfeita, para assim picotar os paralelepípedos que criam o novo país intitulado “Lila Duquesa” nos quatro distritos da Baixada Fluminense, a porcentagem de morte vem chegando ao número 5000; entre as inúmeros abstrações, a formação do Paralelepípedo da fusão de Caxias com Belford Roxo, vinha o sublime demônio que faz o simulacro do bem, o niilionario’ que dá tirania de bilhões assassina milhões, o Neto do Rei, o único Onironauta legítimo de Duque de Caxias, o Prefeito.
Hoho! Sim, isso tudo é um show!
— O Mais falado do seu grupinho político
A Potência onírica do Neto do Rei se baseia na capacidade do “ar ruim” ou melhor dizendo; A Miasma. A Miasma é a capacidade de injetar e compartilhar o “ar podre”” em objetos que se movem, chegando a nível célula, a técnica se baseia em Neto do Rei decompor suas próprias capacidades malignas revertendo ao oxigênio e implementar na sua pele, e se a Técnica não conseguir ser inserida ao alvo até em 1 segundos a parte que foi selecionado do próprio autor é abolida, e se o alvo for acertado a mesma técnica Miasma é inserida no alvo,cortando a potência onírica do adversário, e no mesmo tempo de 1 segundo se o alvo não retribuir um golpe para atribuir a técnica para o Neto do Rei o alvo perde sua parte selecionada é apagada. Neto do Rei não perde a técnica após inserir ela no adversário, apenas o inimigo.
A fogueira que faz mais brilhar faz o espetáculo das calças que fiz de estrelas — excluindo o dinheiro público que desviei — haha, quantas marés de Abstrações que eu expurgo em meus punhos, aplicando a Miasma em suas cabeças, e não conseguem retrucar a potência e apenas se explodem, 1 segundo é muito pouco como a capacidade cognitiva das massas, aplicando e você não me retribui, porcos e fracos! Como vocês exterminaram o meu povo! Isso vai dificultar a minha reeleição! Espera, estou salvando eles, ah, a mídia vai adorar! Correndo nesses chãos que eu quero vingança! Eles custaram milhões para serem feitos, não que eu me importe com os acidentes nas avenidas. Essas Abstrações são encarceradas pelas corrupções que já escondi, agora conseguem compreender o astro da Miasma! O Ar é convertido pelas minhas propriedades calamidades! E a calamidade que eu tenho é o desin- quero dizer, a valorização do povo — menos as mulheres — em primeiro lugar! Correndo em meus toques mágicos em suas cabeças que fazem as suas capacidades oníricas fúteis e suas explosões barulhentas, droga, meu terno manchou com esse sangue de civil no chão, as abstrações são tão chatas com enorme quantidade e essa fraqueza insolente. Conduzindo aos golpes em um jogo de futebol que se baseia no jogar especial induzindo a morte jogadores novatos, mata, matar! E não esquecerei da leva de fotos que farei logo após!
Smash, Smash…
Que droga…
As abstrações há diversas categorias, Vulneráveis, Labirínticos, Traumáticas, Perseguição, e as Abstrações entradas no jogo são de sua maioria Vulneráveis e podendo ir ao nível Traumático, mas o maldito Neto do Rei converte sua potência facilmente para elas e finaliza em poucos golpes, é um Onironauta que tem sua mediocridade como talento, que nojo. O seu sorriso é escandaloso.
Abstração: 3,14
Aos montes dos prédios são difundidos no ectoplasma supremo da inocência, criatura que se compõe com dentes rancorosos, pele de intestino de um zumbi do espaço, rosto difuso da vermelhidão retro-espiral, olhos de rolumbro’, esperdiões relentobimensionais que poderiam raciocinar o destino dos ossos que caíram no chão, maior que toda aquela cidade e Países que tinham naquele mundo, sublimidade sem escalações na medida, que apenas encara Neto do Rei, que em sua confiança é cortada, naquele momento todo o mundo seria deformado, mas por que seria apenas Duque de Caxias?
— Droga, Assim não vou conseguir minha reeleição…
Nos céus surgem escadas
Desce
Desce
Desce
— Você é o aparato que mantém a capacidade onírica da Baixada Fluminense inteira regulada, admito que mesmo com o sabor da sua mediocridade em minha boca, eu posso te reconhecer como alguém que alimenta os sonhos nesta região. Você é uma boa parte do meu plano, os seus sonhos podem alimentar esse povo inteiro, quem diria que um egoísta como você conseguiria ajudar alguém.
— Quem seria você? Você destruiu todo o meu povo! Destruiu minhas ruas! Os campos, as praças, os bebês que eu beijei na testa, aqueles que iriam votar em mim...tudo está em chamas! O QUE VOCÊ FEZ, QUEM VOCÊ É?
— Nunca ouviu falar? Como What Bizzare era sonso, o Maior artista de Duque de Caxias, não reconhece? Ah, que discurso ridículo..
— What Bizzare… nunca ouvi falar, você tá morto.
Netinho Rei, tão propenso para ter sua soberba celestial, caminha com seus passos que tem velocidade elevada a um grau calamidade. É veloz, talvez essa ferocidade seja baseado na teoria do seu próprio medo, ou da sua astúcia — claro que não — ele ia com a fome de transferência para o extermínio, um punho cerrado que ia ao gosto na face dessa forma sem nome e sem jeito que era o antigo What Bizzare, aquela… coisa que havia coberto todo o mundo — na perspectiva municipal de Caxias — encarava aqueles dois cosmos prestes a se chocar, mas então naquele punho de misericórdia, o soco do cataclisma, o desmembrar da maçã, um soco é inserido, mas naquela palma da mão.
Toc
Esmaga
Pressiona
Encara
Retribuí
Splaft!
1 segundo…
— Que potência esplêndida, Neto do Rei…
1 segundo…
— Pena que falhou.
Aos montes
O herói é caído
(Essa farsa semeada)
Os novos montes se triunfam de vez
Nenhum cosmo mais se deixa instinto
Pois a imaginação já se caiu na tinta
Ventos cortante
Um abdômen sangrando
Moléculas já mortas
Uma batata fervendo que se sucumbiu
No dia de Sebastião a estrada se formou
No dia da festa ela já se espatifou
E no dia das bruxas já se reformou
Nesse dia de Festa Junina o asfalto já se tornou morte no chão
O Neto assim de joelhos no chão, patético em sua essência, naquele pulso segurava a sua única esperança para não acarretar a sua morte patética, Que…
Bizarro
Estava cansado?
Claro
Continuava vivo?
Com certeza
Tão patético, haha.
Na mão de Que Bizarro havia o Paralelepípedo das sentenças da abstração, sua forma densa sem lados pontiagudos, beirando a um círculo, um objeto com sua infinitude arredondada a zero, belo, era tão bonito, na sua frente, Neto Rei que em sua boca sangrava, não sangra mais, na sua frente, o Neto Rei que com seu abdômen partido com gordura exposta, não expõe mais, porque naquele Paralelepípedo Abstracional o prefeito é selado
Bye
Bye
Netinho Reis.
14 de Junho, Pré catástrofe
O jornal comunica silenciosamente todos os caixões designados pelas abstrações, no subir do dia naquele banho de sangue que foi ocorrido por silhuetas que nem legíveis são possíveis, não havia nada, apenas uma alegre festa imbuída de lamentos da ficção cruel. Não existia testemunhas, todas morreram, o arquiteto maquiavélico renomeou todos ao quarto pilar do inferno, e onde está ele?
Andando
Andando
— Hoje em Duque de Caxias tivemos o desaparecimento do nosso prefeito, Netinho Reis, tendo ele vindo de forma imprudente para a Festa Junina por ter relatos de um alto massacre, Netinho Reis chegou para auxiliar as vítimas, mas no final, desapareceu.
Andando
Andando
Nenhuma testemunha
Andando
Andando
Sobrevivi.
Andou.
O que pretende fazer?
— Uma performance para essa sociedade sem arte
Para que a arte?
— Para entendermos a importância do ato egoísta de pensarmos em si mesmo mais do que os outros
Vai me prejudicar?
— Não se preocupe. O autor sempre sai perdendo no final.
O crepúsculo das metáforas viveu os corpos mortos, na morte da metalinguagem a obra morre, no palco principal existe ali o centro de tudo, a pilastra de infinita altura que o Paralelepípedo Abstracional se repousa nesse compartimento que nenhuma vida poderia sentir. Um Impacto, a mídia que chorava agora clama por suas vidas, os militantes da Unidade popular militam ainda mais, os estudantes pararam seus estudos, mas por qual razão? As sonoridades retardam os gritos em seus ouvidos agudos, os vidros rachados se quebram, o sol é tampado e é coberto por cores pastéis e choros de sangue no Distrito de Imbariê, o Distrito de Xerém se torna o inferno das guerras ruivantes, Campos Elíseos os fracos são executados na soberania dos pontos, e Duque de Caxias entra em assimilação com Belford Roxo, criando o Intermunicipio’ Duque de Caxias Arroxeado, e o que se define essa região? A mais pura calamidade, sendo temido pelos maiores futuros guerreiros de todos os Distritos. O Teatro da Performance Experimental do Oprimido Uteriano, um joguinho cruel. Os jovens, velhos, protagonistas, antagonistas, vilões, heróis, Que bizarros, encaram os céus e assim a tela periódica que desmorona os sentidos apresenta o autor sem rosto daquele extermínio artístico.
— Bem vindo a minha peça experimental, conheçam como (O nome já foi ditado antes, não seja burro). Todos que existam nos quatro distritos da Baixada Fluminense estão dispostos a acumulação de pontos, ao matar qualquer pessoa vocês irão ganhar 5 pontos, mas para qual propósito vocês devem lutar? Além de me divertir, obviamente, para terminar o ciclo infernal de mortes, estão em volta do Prisma Hexagonal da potência onírica do antigo Prefeito de Caxias, Netinho Reis, energia essa que converti para uma barreira impenetrável, ninguém entra ou sai, e então está a bela proposta; O Sistema de pontuação cria o desbloquear de itens, poderes, conhecimentos e até mesmo regra, a cada 100 pontos vocês poderão criar uma regra, e em pontos com proporções irregulares ganharão o que forem precisos, mas na marca triunfal de 1000 pontos vocês terão a oportunidade de libertar o seu tão gracioso herói, e então, a minha obra de arte estará concluída. As pontuações são abrangentes, ao chegar a marca de 50 pontos aqueles que não foram abençoados com poderes conseguirão uma capacidade onírica misteriosa, e é claro, existem aqueles que com minha benção lhes dei capacidades oníricas, para deixar essa peça ainda mais intrigante. Em meu ensaio se fecha, como o texto que agora eu fiz para vocês, apenas indico para vocês essa dica; Apenas sigam as regras, de resto façam o que queiram.
Para A.Y
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